Acredito que todo mundo já ouviu falar na história do Gulliver, aquela que narra o estremecer da terra dos pequenos com a queda de um gigante. Pois é, a Paraíba estremeceu nesses últimos dias com a morte do gigante das letras, Luís Augusto Crispim.
Gigante na cultura, na sensibilidade, na inteligência, na comunicação, no direito, nas amizades e até mesmo nos seus 1,90 m de altura.
Não tive-o como próximo, mas sempre o vi próximo dos meus. Próximo do meu avô Higino, dos meus tios e, principalmente, do meu pai, Hilário Vieira Filho, a quem prestou uma bela homenagem na ocasião de sua morte com uma belíssima crônica publicada no Correio da Paraíba, intitulada “Hilário de La Mancha”.
Nessa crônica, Luís Augusto comparou Don Hilário ao famoso personagem de Miguel de Cervantes que entrega-se à leitura de romances, perde o juízo, acredita que os romances são verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. A sensibilidade de enxergar o velho Hilário sob esse prisma jamais me foi esquecida. Realmente, o juízo do meu Pai era baseado em cima das horas de leitura que lhe alimentavam a alma e traziam para si a sagacidade do intelecto e a espontaneidade do bate papo noturno inesquecível que ainda é vivo nas lembranças de muitos.
Esse vínculo de conceito paternal que relaciona minhas lembranças ao velho Luís Augusto se dá pelo carinho que sinto por seu filho Lula. A vida não nos fez muito próximos, mas nas vezes em que nos encontramos o orgulho que sentimos da amizade dos nossos Pais é o assunto principal.
Imagino como Lula e sua família estão se sentindo. A dor é imensa, o buraco no peito é gigante e sobra chão pra pouca perna. Falo isso com a propriedade de quem já passou por essa provação do destino e afirmo, ainda, que o mais importante nessas horas são os ombros amigos. Quando da minha vez incorporei o pensamento de que só me restava a responsabilidade de um legado a seguir e uma imensidão de amizades para cultivar. Faço votos que consigas fazer o mesmo.
Lula, desejo a você e a sua família muita força, luz e paz de espírito nos vossos corações. Orgulhem-se do vosso gigante que jamais será subtraído dos corações e mentes dos paraibanos e acreditem que o descanso foi uma dádiva, não uma penitência.
Fiquem com Deus!
Gigante na cultura, na sensibilidade, na inteligência, na comunicação, no direito, nas amizades e até mesmo nos seus 1,90 m de altura.
Não tive-o como próximo, mas sempre o vi próximo dos meus. Próximo do meu avô Higino, dos meus tios e, principalmente, do meu pai, Hilário Vieira Filho, a quem prestou uma bela homenagem na ocasião de sua morte com uma belíssima crônica publicada no Correio da Paraíba, intitulada “Hilário de La Mancha”.
Nessa crônica, Luís Augusto comparou Don Hilário ao famoso personagem de Miguel de Cervantes que entrega-se à leitura de romances, perde o juízo, acredita que os romances são verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. A sensibilidade de enxergar o velho Hilário sob esse prisma jamais me foi esquecida. Realmente, o juízo do meu Pai era baseado em cima das horas de leitura que lhe alimentavam a alma e traziam para si a sagacidade do intelecto e a espontaneidade do bate papo noturno inesquecível que ainda é vivo nas lembranças de muitos.
Esse vínculo de conceito paternal que relaciona minhas lembranças ao velho Luís Augusto se dá pelo carinho que sinto por seu filho Lula. A vida não nos fez muito próximos, mas nas vezes em que nos encontramos o orgulho que sentimos da amizade dos nossos Pais é o assunto principal.
Imagino como Lula e sua família estão se sentindo. A dor é imensa, o buraco no peito é gigante e sobra chão pra pouca perna. Falo isso com a propriedade de quem já passou por essa provação do destino e afirmo, ainda, que o mais importante nessas horas são os ombros amigos. Quando da minha vez incorporei o pensamento de que só me restava a responsabilidade de um legado a seguir e uma imensidão de amizades para cultivar. Faço votos que consigas fazer o mesmo.
Lula, desejo a você e a sua família muita força, luz e paz de espírito nos vossos corações. Orgulhem-se do vosso gigante que jamais será subtraído dos corações e mentes dos paraibanos e acreditem que o descanso foi uma dádiva, não uma penitência.
Fiquem com Deus!
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